Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Shogun faz coro por 'negra' contra Lyoto e diz: 'Jones não é imbatível'

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Lyoto Machida cantou a pedra ao admitir, em entrevista recente ao SPORTV.COM, que a terceira luta da série contra Maurício Shogun vai acontecer "mais cedo ou mais tarde". Na primeira vez em que se enfrentaram, em outubro de 2009, o especialista em caratê venceu por decisão unânime dos jurados, muito contestada na época, e manteve o cinturão dos meio-pesados do UFC. Na segunda, em maio do ano seguinte, Shogun não deu chance para o azar e nocauteou o rival ainda no primeiro round, roubando-lhe o título. O curitibano também não ficou para trás no discurso e "empatou" com Lyoto ao manifestar o desejo de realizar a chamada "negra" contra o compatriota. E aproveitou para cavar uma vaga como técnico da próxima edição do The Ultimate Fighter Brasil - Em busca de campeões, reality show exibido pela TV Globo e que tem feito sucesso com os atuais treinadores Vitor Belfort e Wanderlei Silva.

- Acho que vai rolar sim, uma hora ou outra. Se for no TUF, melhor ainda. Ser técnico do TUF é um grande desejo que eu tenho - disse, por telefone, em entrevista ao SPORTV.COM.

O cinturão, no entanto, não ficou com Shogun por muito tempo. Na primeira defesa, sofreu um nocaute técnico para o atual campeão da categoria até 93kg, o fenômeno Jon Jones. O lutador garantiu que não tem como meta em especial a revanche contra o americano. O que ele quer mesmo é reconquistar o título. Mas, se voltar a enfrentá-lo, a confiança será fundamental.

- Acho que ninguém é imbatível. Ele é um cara bom, grande, sabe usar muito bem sua envergadura. Mas com certeza muitos podem vencê-lo. Ele é bom, diferenciado, eu o respeito muito como atleta. Mas não é imbatível - declarou.
Atualmente Shogun se prepara em Curitiba para o UFC 149, que será realizado no dia 21 de julho, no Canadá. Ele vai enfrentar outro compatriota, Thiago Silva, em seu retorno aos octógonos desde a épica batalha de cinco rounds contra o veterano Dan Henderson, em novembro do ano passado. E essa ainda está longe de ser uma de suas últimas lutas na carreira. Aos 30 anos, ele disse que pretende estar em atividade até os 36. Confira, a seguir, a íntegra da entrevista com o ex-campeão dos meio-pesados do Ultimate:

SPORTV.COM: Está treinando em Curitiba? Como está a preparação para o UFC 149?

MAURÍCIO SHOGUN: Estou em Curitiba, com minha equipe, vou ficar aqui o tempo inteiro. A preparação está muito boa, estamos muito bem.

Qual a diferença entre os treinos aí para os treinos em São Paulo e nos EUA?

Na verdade, analiso cada adversário que vou enfrentar. Quando vou enfrentar um cara do wrestling, busco mais os Estados Unidos, onde têm os melhores wrestlers. Agora estou em Curitiba, aqui nunca esteve tão bom quanto agora. Com certeza aqui é o melhor lugar para eu treinar hoje.

O Rafael Cordeiro te criticou pela preparação em São Paulo antes de você enfrentar o Dan Henderson. Já apararam as arestas?

Está tranquila a relação, já trocamos ideia, está tudo na boa. Não tenho nada contra o mestre. Ele é uma pessoa a quem admiro muito e, como professor, tenho muito carinho por ele.

Você mais uma vez vai enfrentar um brasileiro. Tem algum ponto negativo nisso?

Na verdade, prefiro lutar contra gringo, mas o Brasil sempre tem caras tops. É uma coisa inevitável.

Como você analisa o Thiago Silva?

Eu o analiso como um cara completo. Tem um chão muito bom e a mão pesada. É uma luta perigosa, mas vou treinar bastante.

Espera uma luta em pé?

Na verdade, espero lutar em pé com certeza, mas ele luta no chão também. Vou estar preparado para todas as áreas. Vou treinar muito wrestling, muito jiu-jítsu, e estarei pronto para ele.

Você vem de uma batalha épica contra o Dan Henderson no UFC 139. Gostou da experiência de lutar cinco rounds ou quer combates mais tranquilos daqui em diante?

Gostei, acho que foi legal disputar cinco rounds. Eu nunca tinha disputado antes. Mas vou amarradão para qualquer tipo de luta.

Já se recuperou totalmente daquela luta, principalmente no aspecto mental?

Já sim, com certeza. Foi uma luta à qual tive que assistir várias vezes, e estou tranquilo psicologicamente.

E em relação ao resultado? A derrota por decisão dos jurados ainda te incomoda?
Não me incomoda mais. Só não entendi o critério da arbitragem para dar 10 a 9 no quinto round. Para mim foi 10 a 8 (Nota da redação: Henderson venceu por pontos, mas, se os juízes tivessem dado o placar de 10 a 8 para Shogun no quinto e último round, em vez de 10 a 9, como fizeram, a luta teria terminado empatada).

Como você se enxerga dentro da categoria neste momento?

Não me enxergo desse jeito. Penso em lutar, em fazer o meu trabalho. O cinturão é uma consequência das minhas vitórias. Não penso muito em top 5, top 3... Se eu estiver bem, vou lutar pelo cinturão, vou subir no ranking da categoria.

Sua meta é uma revanche contra o Jon Jones?

Minha meta é vencer o Thiago Silva, mas o grande sonho é reconquistar o cinturão do UFC.

O Jon Jones é um fenômeno, mas o Lyoto disse que ele nao é imbatível e tem seus pontos fracos. E você, o que pensa?

Acho que ninguém é imbatível. Ele é um cara bom, grande, sabe usar muito bem sua envergadura. Mas com certeza muitos podem vencê-lo. Ele é bom, diferenciado, eu o respeito muito como atleta. Mas não é imbatível.

Em relação ao Lyoto, concorda com ele de que a "negra" entre vocês vai acontecer mais cedo ou mais tarde?

Acho que vai rolar sim, uma hora ou outra. Se for no TUF, melhor ainda. Ser técnico do TUF é um grande desejo que eu tenho.

Mudança de categoria é uma coisa que passa pela sua cabeça ou jamais?

Jamais. Não tem como eu baixar nem subir de peso. Eu me sinto confortável nessa categoria.

Sobre a questão da luta entre amigos, que gerou muita polêmica no TUF, qual a sua posição?

Sou a favor quando é inevitável. Eu iria lutar contra o Wanderlei no GP (do extinto Pride) em 2005, mas só se fosse na final. Mas o Belfort tinha como evitar, por isso achei errado (Nota da redação: Wanderlei Silva foi derrotado por Ricardo Arona na semifinal do torneio, e Shogun se tornou campeão do Pride ao nocautear Arona no primeiro round da final).

Tem visto o programa? Alguém ali te impressionou?

Assisto sim. O (Daniel) Sarafian é um cara com quem sempre treino junto, sei que tem potencial e acho que vai ganhar na categoria dos médios. E acho que o (Rony) Jason ganha entre os penas.

Pretende lutar até quando?

Pretendo lutar até meu corpo aguentar bem, enquanto estiver bem de reflexo. Acho que isso seria até os 36 anos, mais ou menos.

Hoje, quem é melhor peso-por-peso do mundo: Anderson Silva ou Jon Jones?

Votaria no Anderson Silva. Com certeza, ele é o cara a ser batido, é o melhor do mundo.

Roy Nelson encararia dieta para enfrentar Jones: "é só pagarem bem

O norte-americano Roy Nelson é uma das figuras mais carismáticas do UFC, seja pela barriga evidente ou pelas palavras. Apesar de um cartel irregular e de já ter passado por grandes riscos de demissão, ele voltou a vencer neste sábado, nocauteando em menos de um minuto Dave Herman no UFC 146. O peso pesado ganhou fôlego, mas além de tentar se recolocar na fila pelo título, tem planos ainda mais audaciosos.
MAIS SOBRE O UFC 146

Nelson chegou a dizer que gostaria de fazer sua última luta da carreira na categoria meio-pesado. Agora, ele afirma que toparia a dieta para encarar o atual campeão desta divisão, Jon Jones.

De acordo com o lutador, o mais importante para ele é dar espetáculo, e não apenas somar uma ou outra vitória.

"Eu adoraria lutar com Jon Jones, mesmo que seja como meio-pesado. Ele tem de passar por Dan Henderson e, se vencer, terá varrido a sua divisão. Com isso, eu não ligaria de ser o primeiro peso pesado que ele enfrenta, ou de descer para meio-pesado para este desafio. Sei que os fãs querem ver este combate", disse o barbudo e cabeludo, em entrevista ao UOL Esporte.

Nelson afirma que não vê problemas em se sacrificar em uma dieta, contanto que compense em seu bolso. "Tem que valer a pena, eu preciso ganhar o que chamo de "dinheiro de aposentadoria", algo que me motive e que mantenha minha mulher feliz (risos)", adicionou ele, dando ainda a chave da vitória.

"Acho que muitos caras não tiveram determinação para vencê-lo. Você tem de entrar no octógono sem ter medo de Jon Jones, e isso não aconteceu até agora”, adicionou.

A única preocupação para ele é a forma de atingir uma forma física ideal boa para lutar como meio-pesado, passando pela dieta correta e perdendo corretamente gorduras e parte dos músculos.

Sob constante pressão de vencer, já que tem apenas duas vitória nas últimas cinco lutas, o vencedor do TUF de pesos pesados nega sofrer com isso: "Toda luta é sempre importante. Vencer Herman não é diferente. O que importa para mim é estar bem preparado e dar meu show. A pressão sempre existe com muita intensidade no MMA, mas você pode se livrar dela, ou apenas explodir".

Nelson vinha de derrota para Fabrício Werdum, em fevereiro, e com o triunfo de sábado passa a ter um cartel de 17 vitórias e sete derrotas. Entre os reveses, ele perdeu em pé para o atual campeão Júnior Cigano, de quem se tornou um bom amigo. Após a coletiva de imprensa do UFC 146, o catarinense deu um longo abraço no gordinho na comemoração de sua primeira defesa de cinturão.

Possível fratura na mão de Cain Velasquez coloca em risco o reencontro com Cigano

Logo após o UFC 146, onde Junior Cigano dos Santos manteve seu cinturão dos Pesados e Cain Velasquez se recuperou do revés para o brasileiro e atropelou o compatriota do campeão Antônio Pezão Silva, Dana White afirmou que gostara da ideia de ver ambos frente a frente novamente, numa reedição da principal luta do UFC on FOX, em novembro do ano passado, quando Cigano nocauteou Velasquez e sagrou-se como campeão da categoria.

Porém, os planos do Presidente do UFC podem ser atrapalhados por uma inesperada notícia. Na noite desta terça-feira (29), a Comissão Atlética de Nevada divulgou as suspensões médicas do UFC 146, e pode deixar o ex-campeão, que tem tudo para ser o novo desafiante de Junior Cigano, no estaleiro por um bom tempo.

Velasquez tem uma suspeita de fratura na mão esquerda, e terá que passar por novos exames para reavaliação. Caso seja confirmada a lesão, a suspensão médica dele será de 180 dias, podendo voltar ao octógono apenas em novembro, o que certamente não seria do agrado de Dana White, uma vez que Cigano e o próprio Velasquez sequer foram ameaçados em seus últimos combates. O campeão por sua vez recebeu a suspensão mínima de 30 dias.

Antônio Pezão, Jamie Varner, C.B. Dollaway, Jacob Volkmann e o já aposentado Jason Miller também receberam suspensões que podem chegar até novembro. Confira todas as suspensões médicas do UFC 146:

Junior Cigano – Por motivo de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Frank Mir – Por motivo de precausão, suspenso até o dia 23 de julho;
Cain Velasquez – Por suspeita de fratura na mão esquerda, suspenso até o dia 20 de novembro. Caso não se confirme a fratura, suspenso até o dia 26 de junho;
Antônio Pezão – Por suspeita de fratura no nariz, suspenso até o dia 20 de novembro. Caso não se confirme a fratura, suspenso até o dia 23 de julho;
Roy Nelson – Por motivo de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Dave Herman – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 23 de julho;
Stipe Miocic – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Shane del Rosario – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 23 de julho;
Stefan Struve – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho; e
Lavar Johnson – Por lesão no cotovelo, suspenso até o dia 11 de julho.

Darren Elkins – Por motivo de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Diego Brandão – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Jamie Varner – Por suspeita de fratura na mão direita, suspenso até o dia 20 de novembro. Caso não se confirme a fratura, suspenso até o dia 26 de junho;
Edson Barboza – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 11 de julho;
C.B. Dollaway – Por suspeita de fratura no polegar esquerdo, suspenso até o dia 20 de novembro. Caso não se confirme a fratura, suspenso até o dia 26 de junho;
Jason Miller – Por suspeita de lesão no joelho esquerdo, suspenso até o dia 20 de novembro. Caso não se confirma a lesão, suspenso até o dia 11 de julho;
Paul Sass – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Jacob Volkmann – Por lesão no cotovelo esquerdo e joelho esquerdo, suspenso até o dia 20 de novembro;
Glover Teixeira – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Kyle Kingsbury – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho;
Mike Brown – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho; e
Daniel Pineda – Por motivos de precausão, suspenso até o dia 26 de junho.

UFC devolverá dinheiro - UFC 147

Na última semana, o UFC divulgou que os ingressos para os três setores mais nobres do Mineirinho, palco do UFC 147, em Belo Horizonte, dia 23 de junho, já estavam esgotados. Isso, claro, antes de um dos protagonistas da luta principal da noite, Vitor Belfort, lesionar a mão e adiar o duelo com Wanderlei Silva. Agora, os torcedores que já compraram entrada e desistirem de assistir ao card, terão direito a receber o valor total pago nos ingressos. Para isso, terão três dias após a divulgação oficial do novo card para se manifestarem.

O procedimento é praxe em todos os eventos do UFC, mas não costuma ser divulgado. Nas duas edições do evento já realizadas no Brasil, em agosto do ano passado e janeiro deste ano, não havia acontecido nada parecido. Por isso, muitos torcedores movimentaram-se nas redes sociais para saber se teriam direito de receber o dinheiro de volta.

Apesar de as pessoas serem comunicadas de que os cards estão sujeito a alterações, justamente por conta do risco de lesões dos lutadores na preparação, um acordo com o Ministério Público, praxe em todos os cards, prevê a devolução do dinheiro aos torcedores em caso de mudança.

Ver em tamanho maiorWanderlei SilvaFoto 1 de 74 - Vitor Belfort e Wanderlei Silva discutem após vitória de Rony Jason; lutador enfrentou o amigo Gasparzinho, o que gerou discussão na casa do TUF TUF/Divulgação"Os fãs que compraram ingressos para o UFC 147 terão até três (3) dias após o anúncio oficial do novo card principal para decidirem se querem pedir o cancelamento da compra e buscar o reembolso total dos ingressos”, informa o comunicado enviado pela assessoria de imprensa ao UOL Esporte. Os valores pagos pelos torcedores variam de R$ 110 (meia entrada da arquibancada) a R$ 1200 (inteira do setor octógono premium).

A lesão na mão esquerda de Vitor Belfort, no último sábado, durante um treinamento, fez com que ele saísse do "main event" e abrisse uma vaga para um lutador, ainda não definido pelo UFC, para enfrentar Wanderlei Silva. A lesão gerou polêmica, já que o "Cachorro Louco" afirmou que foi irresponsabilidade e amadorismo de seu adversário machucar-se a menos de um mês do duelo. Os fãs de Wanderlei, aliás, foram os mais revoltados. No Twitter, não foram poucos os internautas que se manifestaram querendo o dinheiro de volta.

Por outro lado, há quem vá, inclusive, viajar para assistir ao evento, mesmo com um card bastante esvaziado. Leonardo Eisenlohr, morador de Aracaju, comprou um ingresso para a arquibancada (pagou R$ 220) e também as passagens de avião para ir até Belo Horizonte. Fã de Wanderlei, ele não mudou os planos, mas admitiu a frustração por não ver a revanche contra Belfort, que venceu o lutador no único combate entre eles, em 1998. "Se a passagem não estivesse comprada, eu pegaria o dinheiro de volta. Fiquei tão revoltado com a lesão do Vitor que nem dormi depois de saber, na madrugada de domingo", revelou Eisenlohr.

Na segunda-feira, Wanderlei e Belfort trocaram farpas pelo Twitter. Primeiro, o Cachorro Louco chamou o rival de "amarelão" e irresponsável. Vitor, tentando não entrar na polêmica, rebateu, mas em tom mais ameno. Depois, ao UOL Esporte, declarou que estará pronto para enfrentar Wand em uma eventual quarta edição do UFC no Brasil, que, segundo ele, deve ocorrer em outubro. Para isso, declarou que torcerá pelo desafeto no combate do próximo dia 23.

Dana White descarta ida de Melendez ao UFC

Dono de um cartel de impressionantes 21 vitórias e apenas duas derrotas, sendo que está há sete lutas sem perder, Gilbert Melendez já começou a ser cogitado no UFC.

No entanto, no que depender do presidente do Ultimate, Dana White, o americano, por enquanto, não vai integrar ao seleto grupo.

"Strikeforce vai continuar como está, e Gilbert Melendez não vai a lugar algum. Ele vai lutar novamente na Showtime (canal que transmite o Strikeforce)", disse o mandatário, ao programa Inside MMA. v

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Anderson sente joelho, mas não adiará luta


Campeão dos pesos médios do UFC, Anderson Silva foi homenageado pela Confederação Brasileira de Taekwondo nesta segunda-feira, e deu uma notícia que promete deixar os fãs – e a cúpula do UFC apreensiva.

À imprensa, o lutador revelou que machucou o joelho durante os treinos de trocação, e que será submetido a exames ainda hoje para constatar a gravidade da lesão. Apesar do susto, o campeão não mancou durante toda a cerimônia, e se mostrou otimista quanto à recuperação.

Anderson tem luta marcada no UFC 148, quando enfrenta Chael Sonnen, em combate válido pelo cinturão dos pesos médios.

A lesão do campeão cairia como uma bomba no colo do UFC, que já precisa se mexer para conseguir um substituto para Vitor Belfort, que fraturou a mão e está fora da luta contra Wanderlei Silva, 15 dias antes.

ATUALIZAÇÃO: Pelo Twitter, Anderson Silva acalmou os fãs. "Gente, meu joelho vai muito bem, obrigado! Fiquem tranquilos, dia 7 de julho estarei cumprindo meu trabalho", escreveu o campeão.

Quem deveria substituir Belfort no UFC 147?

Vitor Belfort faria a luta principal do UFC 147, em Belo Horizonte, contra Wanderlei Silva, mas fraturou a mão durante os treinamentos e foi forçado a deixar a programação.

A menos de um mês para a luta, o Ultimate tem a dura tarefa de substituir um dos grandes astros da edição, e a TATAME decidiu convocar os fãs para dar uma mãozinha a Dana White.

Selecionamos oito nomes como opções para a luta, e você escolhe o seu favorito na enquete da TATAME, na nossa página principal.

Michael Bisping (tem luta marcada contra Tim Boetsch, no dia 21 de julho): O inglês é um dos grandes nomes da categoria. A recente derrota para Chael Sonnen pôs fim a uma sequência invicta que já durava quatro lutas. Bisping perdeu para Wanderlei no UFC 110 e, embora não tenha tido chances na luta, reclamou de “roubo” dos juízes. A revanche seria interessante, e colocaria o vencedor mais perto de uma chance pelo título.

Rampage Jackson (sem luta marcada): Wanderlei não compete mais entre os meio-pesados, mas uma quarta luta contra Rampage teria todos os ingredientes para uma grande luta. O “Cachorro Louco” venceu por nocaute nas duas vezes em que lutaram no Pride, enquanto o norte-americano levou a melhor no UFC, também por nocaute.

Ricardo Arona (sem luta marcada): Essa é a opção menos provável, mas que anima muitos fãs. Arona foi o grande rival de Wanderlei no Pride, com duas lutas que marcaram época, e um terceiro encontro poderia ajudar o UFC a vender o fraco card do UFC 147, ainda mais para os fãs da “velha guarda”. Arona não luta desde o triunfo sobre Marvin Eastman, no Bitetti Combat, e a recuperação de sua lesão no joelho segue um mistério.

Rich Franklin (tem luta marcada contra Cung Le, no dia 7 de julho): Outra revanche interessante. Wanderlei perdeu para o norte-americano no UFC, em 2009, em polêmica decisão dos jurados. Franklin não compete desde o revés para Forrest Griffin, e esta seria uma boa oportunidade para o brasileiro conseguir vingar a derrota, ainda mais diante de seus fãs no Brasil.

Robbie Lawler (tem luta marcada contra Lorenz Larkin, no dia 14 de julho): O UFC poderia buscar um atleta do Strikeforce para substituir Belfort, e este poderia ser Lawler. Atleta de estilo empolgante, o nocauteador vem de vitória sobre Adlan Amagov. Seu estilo de luta não difere muito em relação ao de Belfort, mas pendências contratuais poderiam impedir sua transferência para o Ultimate.

Ronaldo Jacaré (sem luta marcada): Esta é outra boa opção entre os atletas do Strikeforce. Ex-campeão dos pesos médios, o faixa-preta de Jiu-Jitsu sofre sem lutas no evento menor, e uma transição para o UFC seria uma boa saída. Jacaré e Wanderlei já treinaram juntos no passado, mas isso não deveria impedir a peleja de acontecer, caso fosse o desejo do UFC.

Tim Boetsch (tem luta marcada contra Michael Bisping, no dia 21 de julho): Vem de vitória espetacular por nocaute sobre Yushin Okami, no terceiro assalto, após levar um atraso nos rounds anteriores, ampliando sua sequência invicta para três pelejas. Assim como Wanderlei, o norte-americano desceu para a categoria dos pesos médios após competir por grande parte de sua carreira na divisão até 93kg.

Yushin Okami (tem luta marcada contra Luiz Banha, no dia 11 de agosto): O japonês vem de duas derrotas consecutivas, para Tim Boetsch e Anderson Silva, mas o fato de já ter lutado no Brasil o torna uma das opções mais fortes. Um dos fatores que podem complicar a realização desta luta é o fato de o japonês estar treinando para voltar à jaula em agosto, o que o forçaria a acelerar sua preparação para lutar no Brasil.

Arona não aceitaria luta com Wand no UFC

A possibilidade de um tira-teima contra Wanderlei Silva, no UFC BH, foi descartada por Ricardo Arona, em entrevista à TATAME, nesta segunda-feira. Apesar de gostar da ideia de reencontrar o “Cachorro Louco”, ele descartou substituir Vitor Belfort, lesionado, em função da proximidade do evento, marcado para 23 de junho, no Mineirinho.

“Seria uma boa, mas não agora. Não estou preparado para lutar ainda. Estou bem, treinando, mas não para lutar. Não é a hora ainda. O importante para mim é estar 100%. Não adianta fechar nada antes da hora. Já esperei e agora vou esperar mais um pouco para lutar 100%. Agora é inviável fazer uma luta em um curto espaço de tempo”.

De acordo com o “Tigre Brasileiro”, sua meta pessoal era retornar aos ringues no meio do ano, mas ele não terá tempo hábil para cumprir a “promessa”. O fato é que propostas para atuar novamente seguem chegando ao atleta.

“Eu continuo recebendo algumas propostas para lutar no Brasil, mas para eventos no exterior não tenho nenhuma atualmente. Não posso fechar nada por enquanto, por isso não tenho novidades”.

O lutador, cujo último compromisso se deu em setembro de 2009, afirmou ainda que as obras em sua academia, em Niterói, estão, enfim, próximas de serem concluídas.

“Estou na reta final agora, então estou focado em terminar a obra para começar o treinamento intensivo. Estou terminando meu projeto, o que é o mais importante para mim agora. Estou louco para finalizar isso logo”.

Aos 33 anos, Ricardo Arona enfrentou Wanderlei Silva em duas ocasiões, ambas pelo extinto Pride. Em agosto de 2005, ele superou o oponente por unanimidade. Quatro meses depois seu compatriota deu o troco na decisão dividida.

Barão sobre Faber: ‘Tenho carta na manga'

Um dos postulantes ao cinturão dos pesos galo, Renan Barão não esconde a ansiedade de entrar pela primeira vez em um octógono com essa importância. O brasileiro, que estava escalado para o mesmo card, mas para enfrentar Ivan Menjivar, garantiu estar bem preparado para desafiar Urijah Faber, dia 7 de julho, em Las Vegas.

“A preparação está a melhor possível. Estou felizão da vida. O treinamento que a gente está fazendo é muito intensivo, muito forte e o que mudou foi a estratégia da gente”, disse o brasileiro, em entrevista à TATAME.

A notícia que Barão iria enfrentar Faber só aconteceu na última sexta-feira, quando o mandatário do UFC, Dana White, revelou o substituto de Dominick Cruz, que está lesionado e não poderá defender seu título.

“Fiquei sabendo na hora. Na hora, Dedé nem comentou comigo, falou que a gente tinha que ir para Las Vegas assinar umas coisas, resolver uns pontos sobre o contrato que ia ter. Lá eu recebi a notícia de que ia lutar pelo cinturão”, revelou o peso galo.

Sobre a mudança de estratégia, o atleta tupiniquim escondeu o jogo e disse que não poderia revelá-la. No entanto, garantiu que vai ter uma surpresa no seu jogo para Faber.

“A estratégia eu não posso falar (risos). Estamos fazendo um treinamento focado e acho que vai dar tudo certo. Sempre tenho uma carta na manga. Pretendo usá-la na hora da luta”.

Renan Barão fez sua estreia no UFC em maio do ano passado. De lá para cá, o brasileiro já fez três lutas, vencendo todas. Porém, agora o peso galo vai ter a chance de ser o dono do cinturão provisório da categoria, até Dominick Cruz voltar e enfrentar o vencedor da peleja do dia 7 de julho.

“A gente vem batalhando há anos atrás do objetivo, que é conquistar o cinturão. Graças a Deus, essa oportunidade veio para mim e vou aproveitar muito bem”.

Antes de um combate, os lutadores buscam estar focados para o nervosismo não atrapalhar sua atuação. No caso de Barão, o próprio garantiu que buscará entrar tranquilo, mas que sua adrenalina estará alta.

“Acho que vou ficar tranquilo. Estou focado, vou estar treinado, 100%. Claro que todos os atletas ficam com aquela adrenalina, mas é uma coisa normal que a gente sabe controlar. Deus queira que eu esteja o melhor possível para dar muito show lá”.

Campeão de Boxe elogia a trocação de Cigano

Considerado por muitos o melhor peso pesado da atualidade no Boxe, o uraniano Vitali Klitschko rasgou elogios ao brasileiro Junior Cigano, que defendeu o cinturão da categoria no UFC, no sábado, contra Frank Mir.

“(Junior dos Santos) é um lutador muito forte, merece ser o campeão do mundo. Ele golpeia como o meu irmão Wladimir, então está aprendendo com o melhor”, escreveu Vitali em seu Twitter, logo após a luta.

Irmão de Vitali, Wladimir também é um dos grandes nomes da atualidade no Boxe. Quatro anos mais jovem, Wladimir possui atualmente cinco cinturões mundiais, com um cartel de 57 vitórias e três derrotas, enquanto Vladimir mantém a marca de 44 vitórias em 46 lutas.

”Bendo” confiante em manter título do UFC

Ainda invicto no UFC, Ben Henderson vai defender pela primeira vez seu cinturão dos pesos leves, diante de Frankie Edgar, dia 11 de agosto. O americano, em entrevista exclusivo à TATAME, comentou sobre sua preparação e garantiu estar confiante para manter seu título.

“Vamos lutar no dia 11 de agosto, em Denver. Vai ser uma luta emocionante. Vou fazer tudo que puder para me certificar de que a luta termine do jeito que eu quero”, adianta o campeão.

Faltando um pouco mais de dois meses para o segundo confronto entre os dois, “Bendo” garantiu que ainda não está fazendo seu camp, e que só se prepara realmente faltando poucas semanas para a peleja.

“O treinamento é bom, mas ainda não estou em camp. Meu camp é curto, de umas cinco semanas. Eu estou na academia todo dia e é por isso que eu não preciso de seis semanas para ficar em forma. Treino três, quatro vezes todos os dias e depois faço umas atividades especificamente para a luta”.

Ben Henderson é faixa marrom de Jiu-Jitsu e costuma competir de pano. Questionado se vai participar de algum torneio de arte suave, o americano garantiu que só vai voltar a lutar quando estiver preparado para vencer, mas que é presença garantida no Mundial de Jiu-Jitsu, neste final de semana.

“Treino com quimono todo dia e participo nos torneios locais. Estarei na Califórnia semana que vem. Vou assistir, mas não lutar dessa vez. Não tive tempo suficiente. Na última vez não levei a sério. Não gosto de perder, então, na próxima vez que eu lutar o Mundial quero treinar duro por seis semanas, três horas por dia, para poder vencer”.

Caso consiga passar por Edgar, Ben pode encarar Nate Diaz, que neste mês venceu Jim Miller, no UFC on Fox 3. Perguntado sobre esse possível encontro, o casca-grossa elogiou Diaz.

“Ele é um casca-grossa, traz habilidades diferentes para o jogo. Tenho certeza que olharemos para ele e vamos ver como quero vencê-lo, mas agora estou focado no Frankie”.

Para a alegria dos fãs brasileiros, Henderson garantiu que estará presente no UFC do dia 23 de junho, em Belo Horizonte.

“Estou indo para o Brasil no dia 23 de junho para o próximo card do UFC. Estou muito animado, minha primeira vez no Brasil”.

Toquinho lamenta derrota: ‘Eu estava morto’


Rousimar Toquinho sofreu sua terceira derrota em 10 lutas no UFC diante de Alan Belcher, ao ser nocauteado no primeiro round, e não poupou críticas ao seu desempenho.

Em entrevista exclusiva aos assinantes da Revista TATAME, o lutador não revelou o motivo de sua performance ter sido abaixo do esperado, mas garantiu que jamais lutará desta forma novamente.

“Não consegui fazer nada, estava doente demais. Não quero falar muito para não parecer desculpa, não tiro o mérito do meu adversário por nada”, disse o lutador. “Isso só vai me fortalecer, vou ser campeão um dia”.

Durante a luta, o mineiro insistiu na chave de calcanhar, mas não conseguiu a finalização, e acabou nocauteado em seguida.

“Quanto encaixa (a posição), tem que levar. Tentei repetir, mas a minha energia acabou, não tinha forças pra nada. Não foi o meu dia, literalmente. Eu estava morto, não conseguia me movimentar”, disse, emendando.

“Meu plano agora é treinar e nunca mais subir no ringue do jeito que eu estava. Eu tentava pular e gritava pra ver se vinha um pouco mais de energia, mas não me recuperava de jeito nenhum”.

Domingo, 27 de Maio de 2012

Vitor Belfort lesiona mão e não enfrenta Wanderlei Silva no UFC 147

Dana White, UFC (Foto: Adriano Albuquerque)O presidente do UFC, Dana White, revelou na madrugada de sábado para domingo que Vitor Belfort se lesionou e não vai mais enfrentar Wanderlei Silva no evento principal do UFC 147, ou UFC BH, em 23 de junho. O "Fenômeno" quebrou a mão durante os treinos para a luta e vai precisar de cirurgia. White não anunciou o substituto de Belfort.
O dirigente fez a revelação durante um bate-papo com os jornalistas após o UFC 146, em Las Vegas. Ele respondia uma pergunta sobre os problemas que tinha de enfrentar diariamente, como a prisão da ring girl Arianny Celeste na manhã deste sábado e a prisão do peso-meio-pesado Jon Jones no começo da semana por dirigir embriagado.

- Nesta semana, vendemos boa parte dos ingressos para um ginásio de 17 mil pessoas no Brasil. Aí, hoje de manhã, fico sabendo que Vitor Belfort quebrou a mão e vai precisar de cirurgia. Ele está fora da luta contra Wanderlei Silva - afirmou White.

Wanderlei Silva, por sua vez, continua no card. Seu adversário no evento principal está indefinido, mas o dirigente disse já ter candidatos para substituir Belfort.



 Pouco depois da revelação, Belfort publicou no Twitter uma foto de sua mão esquerda lesionada.

Mão lesionada de Vitor Belfort (Foto: Divulgação/Twitter)

- Não consigo dormir pensando no que aconteceu. Estou muito triste, muito triste, mas sei que irei voltar forte - escreveu o peso-médio no microblog.

A revanche entre Vitor Belfort e Wanderlei Silva era aguardada desde seu primeiro confronto, em 1998, no UFC Brasil, em São Paulo. Na época, ambos os lutadores estavam em início de carreira, e Belfort nocauteou o adversário em apenas 45s. O interesse na rivalidade aumentou com a participação dos dois no reality show "The Ultimate Fighter Brasil - Em busca de campeões", no qual Belfort e Wanderlei são treinadores de equipes opostas.

Brock Lesnar se reúne com Dana White e pode voltar ao UFC

Brock Lesnar mma (Foto: Divulgação)
O peso-pesado Brock Lesnar surpreendeu ao comparecer ao UFC 146 e assistir à luta entre Junior Cigano e seu arquirrival Frank Mir, neste sábado. A aparição levantou especulações de que o lutador, que anunciou sua aposentadoria do Ultimate no final do ano, estaria de volta à organização. O presidente da franquia, Dana White, declarou que ia conversar com Lesnar após a coletiva de imprensa do evento e não descartou seu retorno.

- Ele me mandou uma mensagem e disse, "O que você vai fazer hoje à noite?" Eu disse, "Vou dar uma coletiva de imprensa". Ele respondeu, "Quero conversar cara a cara". Eu disse OK, vamos conversar mais tarde. Nunca se sabe com ele, se ele quer voltar ou só quer curtir - contou White.

Brock Lesnar ficou famoso nos EUA por ser um dos astros do WWE, liga americana de wrestling profissional, conhecida também por ter lutas "armadas". Em 2007, o lutador decidiu se aventurar no MMA e ajudou a trazer popularidade ao UFC, sendo responsável pelo recorde de vendas de pacotes de pay per view da franquia. Ele conquistou o cinturão dos pesos-pesados em sua quarta luta, contra Randy Couture, em 2008, e o perdeu em 2010 para Cain Velásquez. Após lidar duas vezes com uma diverticulite (espécie de hérnia intestinal) e perder seu último combate, contra Alistair Overeem, Lesnar optou por se aposentar do Ultimate em dezembro e, recentemente, retornou ao WWE.

Indagado sobre se aceitaria dividir Lesnar com o WWE, White foi inconclusivo.

- Ele é uma grande estrela no WWE e no UFC. Não sei, vamos conversar. Ele voltou ao WWE e é um astro lá, mas as pessoas sabem que aqui não é encenação, não é falso, é real - disse o dirigente.

Após derrota e confusão, Jason Miller é demitido pelo UFC

O peso-médio Jason "Mayhem" Miller está fora do UFC após sua segunda derrota consecutiva na organização. O presidente do Ultimate, Dana White, afirmou que o controverso lutador se envolveu numa confusão nos bastidores do UFC 146, neste sábado, e foi cortado.
 
Miller foi contratado pelo Ultimate após fazer boas lutas pelo Strikeforce e tornar-se estrela na TV americana ao apresentar um reality show em que confronta valentões de colégio. Porém, seus desempenhos pífios nas derrotas para Michael Bisping, em dezembro passado, e para C.B. Dolloway, neste sábado, lhe deixaram em situação delicada. Para piorar, "Mayhem" teria se envolvido numa confusão após a luta contra Dolloway, embora White tenha dito que não houve nenhuma agressão física.

- Quando você é humilhado da forma como você foi contra o Michael Bisping, e depois aparece na próxima luta de rosa... Não me interesso por esse negócio. Não me importo se os caras fazem isso na pesagem, porque eles fazem toda hora, mas vamos lá, leve isso a sério. Se você quer ser um palhaço, faça isso no seu reality show. Aí depois aconteceu alguma coisa nos bastidores... Ele já era. Está fora. Não está mais conosco - decretou White.

Jason "Mayhem" Miller tem 23 vitórias, nove derrotas e uma luta sem resultado. Ele treina com o brasileiro Rafael Cordeiro na academia KingsMMA, em Huntington Beach, Califórnia.

Campeão planeja novo recorde na categoria

Nem bem manteve o cinturão pela primeira vez, Junior Cigano já mira um recorde da categoria. O brasileiro, que despachou Frank Mir, neste sábado, pelo UFC 146, planeja defender o título três vezes, um feito jamais alcançado nesta divisão.

“Acho que isso é possível sim. Estou aqui para ficar, trabalhando muito. Levo tudo muito a sério. Estou confiante e otimista”.

Natural de Santa Catarina, mas radicado em Salvador, Cigano, que mostrou-se surpreso com a quantidade de brasileiros na arena, disse que a estratégia traçada foi colocada em prática.

“Meu plano era manter a luta sob meu domínio buscando o nocaute. O Mir é perigoso, principalmente no chão e foi o que ele tentou. Fiz ele ficar cansado para nocautear”.

Sobre o próximo desafiante ao título, possivelmente o ex-campeão Cain Velasquez, o brazuca não poupou elogios.

“O Cain é duro demais, rápido e é diferente. A resistência dele é impressionante. Ele é perigoso, forte, mas não me importa o  desafiante. Quem o UFC escalar, vou estudar e fazer uma estratégia para vencer. Se eu for lutar contra ele de novo, estarei pronto”.

Dana White não confirma, mas pensa em Cigano x Velásquez no Brasil

As vitórias arrasadoras de Junior Cigano e Cain Velásquez no UFC 146 deixaram claro que os dois seguem no topo da divisão dos pesados. Com boatos circulando de que a revanche entre eles será a próxima defesa de cinturão do brasileiro, o presidente Dana White não quis se comprometer e declarar quando o combate aconteceria, mas mostrou-se inclinado a realizá-lo.
 
- Acho que é uma boa ideia. Não sei quando será, mas gosto dessa luta. Veremos o que acontece. Cain merece a próxima luta. Vocês querem que eu dê o local, a data... Eu não sei ainda - respondeu Dana White, que afirmou depois que gostaria de fazer a revanche num estádio de futebol no Brasil. Indagado se a luta seria uma boa opção para a estreia do Ultimate no México, o dirigente descartou.

- Seria mesmo uma boa opção, mas eu vejo isso acontecendo primeiro no Brasil e depois no México - disse.
Cigano, que tirou o cinturão de Velásquez em novembro do ano passado e nocauteou Frank Mir neste sábado no UFC 146, se mostrou aberto a um novo confronto com o ex-campeão.

- Ele é muito rápido e seu vigor é muito bom para nossa divisão, mas não me importo quem será meu próximo oponente. Quem quer que for, vou assistir às suas lutas e formar minha estratégia para enfrenta-lo. Se for a revanche com o Cain Velásquez, vamos lá, eu gostaria disso - afirmou Cigano.

Já Velásquez, que nocauteou Antônio Pezão neste sábado, se mostrou ansioso pela revanche.

- A única razão de estar no esporte é ser campeão. Estou me sentindo mal sem ter isso - confessou o mexicano-americano, que já está pensando na estratégia para conter o brasileiro no segundo confronto.
- Tenho que levar mais a luta até ele. Ele tem mãos pesadas e bom jogo de pé - analisou.

Frank Mir elogia adversário: ‘Ele foi demais’


Antes de enfrentar Junior Cigano, Frank Mir disse que iria derrotá-lo. Sem cumprir a promessa, o americano, que foi nocauteado no segundo round, na principal luta do UFC 146, deu o braço a torcer e reconheceu a superioridade do atual campeão dos pesos pesados, que teve uma performance fantástica.

“Eu achei que o pegaria de surpresa. Queria que a luta durasse para ver se ele se cansava. Ele foi demais. A maioria dos caras do meu tamanho não se mexem assim. Não tive ninguém para simular esse tipo de velocidade. Dei uns golpes, mas nunca consegui reverter a situação”, disse Mir durante a coletiva de imprensa.

O ex-campeão do Ultimate afirmou ainda que ficou receoso em ir nas pernas do adversário para derrubá-lo.

“Ele é muito rápido, então não seria a vantagem para mim manter a luta em cima. Meu cérebro não processou o primeiro round. Eu só sabia que tinha que vencer três rounds. Eu queria tentar pegá-lo. Na verdade, eu tinha medo do que vinha depois e, se eu abaixasse as minhas mãos, eles iria bater na minha cara. Ele é muito rápido e eu tive que aceitar levar porrada na barriga

Roy Nelson e Hardy faturam bônus por nocautes

Em um card recheado de grandes lutas, com nocautes relâmpagos e finalizações precisas, premiar os melhores não foitarefa fácil, no UFC 146, no sábado. Quem faturou os bônus de nocautes da noite foram Dam Hardy e Roy Nelson, que levaram uma quantia de 70 mil dólares (R$ 140 mil), cada um. O primeiro venceu Duane Ludwig, ainda no round inicial. Já o gordinho mais querido do UFC, encaixou um direto no rosto de Dave Herman, com apenas 51 segundos de luta.

Já no quesito finalização, os destaques foram Stefan Struve e Paul Sass, que também receberam 70 mil dólares. O holandês finalizou Lavar Johnson com um minuto do primeiro round, enquanto o britânico passou por Jacob Volkmann, inclusive recebendo elogios do presidente do UFC, Dana White.

Apesar do card ter contado com belas apresentações, não houve a premiação por melhor luta da noite.

UFC puxa orelha, mas não pune Jon Jones


Após o polêmico acidente envolvendo Jon Jones, que acabou batendo em uma árvore com seu carro, na última sexta-feira, quando dirigia embriagado, o presidente do UFC, Dana White evitou polemizar, mas garantiu que conversou com o lutador sobre o assunto.

“Na conversa que eu tive com ele (na terça), vi que ele sabe o que fez, está apavorado por isso. Eu tenho que manter esses caras na academia treinando (risos). Vou fazer mais eventos ano que vem para mantê-los ocupados (risos)”, disse, emendando.

“O Jon Jones tem 24 anos, uma tonelada de dinheiro, é incrivelmente famoso e aconteceu tudo muito rápido. Ele cometeu erros. Ele teve muita sorte que ninguém saiu ferido nessa. Mas, de novo, é uma daquelas situações que ele vai ter que aprender com isso. A partir de agora, ele vai descobrir do que isso se trata e o que acontece”.

Ao ser perguntado se teria como controlar a vida pessoal de mais de 400 lutadores, Dana White brincou, dizendo que a organização faz o melhor possível, mas que é impossível saber o que todos eles fazem nas suas vidas pessoais.

“Se as pessoas realmente acreditassem que você consegue controlar 400 caras que vivem ao redor do mundo... Juro que as expectativas de vocês são muito altas (risos). Fazemos o melhor que podemos e, no final do dia, você tem que lembrar que está lidando com seres humanos também. Você está lidando com um garoto de 24 anos que comete erros”.

Apesar de condenar a atitude do campeão dos meio pesados, Dana White não puniu Jon Jones, que através da sua página pessoal do Facebook, pediu desculpas aos fãs.

“Eu realmente sinto muito a todos que eu envergonhei de alguma maneira, vocês que têm filhos e eu decepcionei. Eu vou provar a eles, assim como a mim mesmo, que não importa o que acontece na vida, a gente sempre pode trabalhar, nos redimir e ser melhor do que antes”, se desculpa o atleta.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Cigano: 'Mir não é homem, não tem coração'


Junior Cigano colocará seu título em jogo pela primeira vez neste sábado, em Las Vegas, contra Frank Mir.

Esbanjando confiança, o peso pesado conversou com a imprensa e, entre outros assuntos, explicou porquê não considera Frank Mir um homem de verdade.

“Não tenho nada pessoal contra ele, nem o conheço direito, mas ele não sabe se comportar quando está vivendo uma situação ruim, não tem o coração para escapar”, disparou o campeão.

Velasquez diz que Pezão é melhor que Mir

Cain Velasquez enfrentaria Frank Mir no UFC 146, evento marcado para este sábado, mas o doping de Alistair Overeem forçou a organização a mudar praticamente todas as lutas. Com isso, o novo rival do ex-campeão é Antônio Pezão.

Após o treino aberto desta quarta-feira, em Las Vegas, Velasquez conversou com a imprensa e disse que, em sua opinião, Pezão é superior a Mir.

“Eles são parecidos, mas eu acho que o (Pezão) Silva é muito melhor. Ele usa mais os chutes do que o Mir, usa mais as mãos e o Jiu-Jitsu. Eu acho que o Silva tem mais controle no jogo de solo e é melhor em todos os aspectos”, avalia o norte-americano, que emenda.

“Ele faz tudo bem, é bom em todos os aspectos do jogo... Já lutei com caras grandes, com caras bons na trocação, bons de Wrestling e de chão, mas nunca com um cara que fosse bom na combinação dos três. Nunca lutei com alguém assim”.

Pezão vem de derrota por nocaute para Daniel Cormier, companheiro de treinos de Velasquez, mas Cain não vê vantagem neste aspecto.

“Bom, ele (Cormier) foi tão dominante e a luta acabou tão rápido que ele até queria me falar coisas, mas foi rápido demais. Não dá para julgar por aquela luta, então estou esperando um lutador diferente no sábado”, encerra.

Confira abaixo o card completo do UFC 146 e fique ligado na TATAME para acompanhar todos os detalhes do show, direto de Las Vegas, nos Estados Unidos.

CARD COMPLETO (sujeito a modificações):

UFC 146
Las Vegas, Estados Unidos
Sábado, 26 de maio de 2012

Card principal:
- Junior Cigano enfrentará Frank Mir;
- Cain Velasquez enfrentará Antônio Pezão;
- Dave Herman enfrentará Roy Nelson;
- Shane Del Rosario enfrentará Stipe Miocic;
- Lavar Johnson enfrentará Stefan Struve;

Card preliminar:
- Darren Elkins enfrentará Diego Brandão;
- Edson Barboza enfrentará Jamie Varner;
- Jason Miller enfrentará C.B. Dollaway;
- Jacob Volkmann enfrentará Paul Sass;
- Dan Hardy enfrentará Duane Ludwig;
- Kyle Kingsbury enfrentará Glover Teixeira;
- Mike Brown enfrentará Daniel Pineda.

Brasil pode sediar até 10 UFCs em 2013

Presidente do UFC, Dana White recebeu a imprensa brasileira em Las Vegas, após os treinos abertos do UFC 146, e abriu o jogo sobre os planos da organização para o futuro. No bate-papo sem censura, que você confere abaixo, o mandachuva falou sobre a possibilidade de Anderson Silva se tornar um dos treinadores do TUF, as próximas lutas do UFC, a conversa que teve com Jon Jones sobre sua prisão por dirigir alcoolizado e, entre outros assuntos, a possibilidade de o Brasil sediar 10 edições do UFC em 2013. Confira:

Sobre o TUF Brasil:

O Brasil é uma mina de ouro de talentos e vem sendo assim desde o começo do MMA. Espero que a gente melhore a cada temporada, seja no Brasil, na Inglaterra ou mesmo nos Estados Unidos. Temos vários planos para o Brasil.

Sobre as edições do UFC no Brasil:

Estamos planejando o que vamos fazer até 2017. Nós temos grandes planos para lá. Vamos criar uma grande estrutura e vamos levar a sério. Nós apenas começamos e olha como isso cresceu rápido. Está na hora de levarmos a sério o UFC no Brasil.

Sobre Belfort x Wanderlei:

Obviamente é uma luta que os fãs querem ver há muito tempo. Dois dos melhores caras na categoria 93kg de todos os tempos. É uma grande rivalidade e vamos ver o desfecho. As pessoas no Brasil ficavam divididas entre o Wanderlei ou o Vitor serem treinadores melhores. Eles gostam mais de um do que do outro.

Sobre lutas entre amigos:

A gente tem isso em camps aqui, quando amigos ficam no mesmo camp, mas, pelo que eu vejo, é bobagem. A gente tem um cara como o Greg Jackson. Ele é um cara legal, tem um time bom e tudo mais, mas, no fim do dia, ele é um homem de negócios. Ele tem uns caras como o Rashad Evans e o Jon Jones na mesma categoria. Se ele puder manter esses caras sem lutar e manter vários caras na mesma categoria, ele faz muito dinheiro, mas não funciona assim nesse negócio e em nenhum outro negócio de luta. Amigos lutam entre si. O Jon Jones e o Rashad Evans treinaram juntos, mas será que eles realmente são amigos? Eles querem ser campeões. Se vocês são os dois melhores do mundo, eu quero que vocês lutem. É como dizer que dois times de futebol não vão se enfrentar porque são amigos. Não faz sentido. Eu sei que é uma coisa cultural no Brasil, mas é besteira. Eu tenho que concordar com o Vitor.

Você sabe quem é o Rory McDonald? Ele é o próximo GSP. Sabe quem o treina? O GSP. Ele disse que nunca lutaria com o GSP. Mas eu disse: “se você visse a sua conta bancária, você lutaria (risos). Você cairia na porrada com ele”. Você treina com os melhores do mundo para que um dia você seja um. Sabe o Larry Holmes, o boxeador? Ele era companheiro de treino do Muhammad Ali. Ele acabou batendo no Muhammad Ali. Ele tinha que fazer isso.

E, se ele não quiser, o que você vai fazer? Você vai ser o número dois, três do mundo enquanto o seu amigo ganha dinheiro e ganha tudo que vem com o título? Você está no negócio errado. Esse não é o negócio de amigos, isso é o negócio da luta. Se você é bom assim e você gosta de alguém na sua categoria, provavelmente você vai ter que lutar com ele, mas não significa que você o odeie, desgoste dele ou não possa ser amigo. Vocês vão competir para ver quem é o melhor do mundo. Se você é, vão lutar e continuarão sendo amigos.

Sobre Cigano x Mir:

O Mir vem de uma sequência de vitórias e é o outro cara que merece a chance pelo cinturão, além do Alistair (Overeem). Mas sim, seria bom ter uma revanche. Existe uma história entre esses caras, mas ele bateu o Nogueira duas vezes e ele é o próximo na linha pelo cinturão. Todo mundo dessa sala acha que o Junior dos Santos vai passar o carro no Mir, mas, quando você pensa direito, o Mir está no UFC há 11 anos. Ele nunca foi cortado ou foi lutar em outras organizações e depois voltou. O Frank Mir foi duas vezes campeão dos pesos pesados. Toda vez que alguém o tira de lá, ele vai e vence de novo. É uma daquelas lutas interessantes porque nunca vimos o Junior dos Santos no chão. Toda vez que ele vai para o chão, ele se levanta imediatamente e nocauteia as pessoas. É uma daquelas lutas interessantes que nunca se sabe. O Nogueira achou que ia nocautear na última luta, mas acabou indo para o chão e perdeu por finalização. Uma coisa que é fato para o Mir é que se você for para o chão com ele, ele vai agarrar alguma coisa e ele realmente faz isso. Vai ser interessante. Sabe aquela história da criança que queria vir para a América? Agora ele vai vir.

Sobre Anderson x Sonnen:

Eu espero recorde de pay-per-view para Anderson e Chael. Vai ser uma luta monstruosa, mas espero que essa (Cigano x Mir) também bata recordes.

Sobre o UFC no México:

A gente está trabalhando no México há muito tempo. Quando a gente começou isso, achei que o evento seria sucesso nos Estados Unidos, México e Inglaterra, porque são países de tradição na luta por causa do Boxe. Estamos trabalhando nisso. O México é mais difícil de entrar do que imaginávamos. Queremos fazer na Cidade do México, mas caiu no último minuto. Estamos trabalhando na América Latina toda, incluindo no México. Obviamente, estamos focando no Brasil.

Sobre o UFC em um estádio de futebol:

Sabemos o que a América do Sul está fazendo e o que ela é capaz de fazer, então é uma questão de executar e fazer o que tivermos que fazer. Temos que criar um escritório lá, da mesma forma que aconteceu com o Canadá. Se você olhar o que aconteceu com o Canadá e olhar o que vem acontecendo com o Brasil, vamos replicar na América do Sul da maneira que fizemos no Canadá. O legal é que nos países existe rivalidade e é perfeito para a luta. No Canadá fizemos o nosso primeiro evento em um estádio e fizemos isso com um grande evento. O modelo canadense é o que está acontecendo no Brasil e, com o evento certo, podemos lotar um estádio de futebol. A gente tinha, íamos fazer, mas não funcionou. Tem que ser a luta certa.

Sobre Anderson x GSP:

Isso seria enorme no Brasil ou no Canadá, em qualquer lugar. Você nunca sabe.

Sobre outro UFC Brasil esse ano:

Eu não vou dizer que não. Não sei. Tem que ser a luta certa.

Sobre os planos do UFC no Brasil em 2012:

Até dez.

Sobre a luta do Fábio Maldonado:

É uma daquelas coisas que você tem que fazer quando você sabe que os juízes são ruins. Você não pode deixar para eles. Você tem que fazer tudo que puder para ganhar a luta.

Sobre o futuro do MMA:

A gente planeja as coisas em blocos de cinco anos. A gente tem planos para tudo que fazemos. Estamos trabalhando hoje na América do Sul, principalmente no Brasil. Olhamos para os mercados que são os mais importantes para nós ou tem mais potencial. Afora o Brasil, o maior é a Ásia, no qual estamos trabalhando duro agora. Todo mundo está aqui para essas reuniões e vamos país por país vendo o que faz sentido, o que precisa ser feito, como você faz e é nisso que estamos trabalhando.

Sobre uma edição do TUF ao vivo no Brasil:

Sim, é possível. Temos que ver como as coisas andam lá. Fizemos 15 temporadas do TUF aqui e há muita coisa acontecendo aqui agora. Estou tentando consertar aqui agora. O Brasil está indo otimamente bem.

Sobre Glover Teixeira e Diego Brandão:

Estou animado pelo Diego, obviamente. Ele pode virar uma estrela. Ele é explosivo. O Barboza também. Acabei de tuitar um vídeo de seu último nocaute. Como eu disse, vai ter toneladas de caras talentosos vindo do Brasil. Quem sabe? É tão louco que você pode ter um brasileiro como campeão de cada categoria, ou pelo menos um cara que é o candidato número um. Há tanto talento saindo de lá.

Sobre Anderson Silva de treinador do TUF:

Vocês gostam de drama, não é? Ele é a maior estrela brasileira no UFC.

Sobre Jon Jones:

A gente encontrou com ele ontem há noite. O Jon Jones tem 24 anos, uma tonelada de dinheiro, é incrivelmente famoso e aconteceu tudo muito rápido. Ele cometeu erros. Ele teve muita sorte que ninguém saiu ferido nessa. Mas, de novo, é uma daquelas situação que ele vai ter que aprender com isso. A partir de agora, ele vai descobrir do que isso se trata e o que acontece. Se as pessoas realmente acreditassem que você consegue controlar 400 caras que vivem ao redor do mundo... Juro que as expectativas de vocês são muito altas (risos). Para nós, controlar 400 lutadores que moram espalhados do mundo... Fazemos o melhor que podemos e, no final do dia, você tem que lembrar que está lidando com seres humanos também. Você está lidando com um garoto de 24 anos que comete erros. Vamos ser sinceros: todo mundo sabe que não deve beber e dirigir. É a coisa mais burra do mundo que você pode fazer. Leva dois segundos para entrar num taxi, ligar para alguém ou dormir no sofá. Eu não me importo com o que você faça, mas não entre no seu carro bêbado e dirija. Não faça isso. Mas, quantas pessoas não entraram no carro e dirigiram bêbadas para casa quando eram mais novas? Talvez, se você falar com cem pessoas, duas pessoas nunca fizeram porque não bebem ou algo assim. Todo mundo já cometeu esse erro e no dia seguinte você agradece a Deus por nada ter acontecido. Bom, o Jon Jones chegou perto de alguma coisa acontecer, alguma coisa muito ruim. Na conversa que eu tive com ele ontem, eu vi que ele sabe o que fez, está apavorado por isso. Eu tenho que manter esses caras na academia treinando (risos). Eu vou fazer mais eventos ano que vem para mantê-los ocupados (risos).

Todo dia eu acordo e alguém fez alguma idiotice. Eu não quero parecer insensível, mas quando o seu produto é um ser humano, você terá vários problemas. Pensa no seu dia a dia. É o jeito que acontece. Você os coloca em pedestais, mas eles são que nem nós. Eles têm problemas, contas para pagar, briga com namoradas, não importa. Eles têm problemas também. A gente lida com todos esses caras e todas essas situações e adivinha: vocês veem o que é público e é isso. Vocês não sabem de nada. Vocês só veem o que está solto por aí. O Jon Jones bateu com o carro na árvore, mas tem muita coisa que vocês não ouvem e nós temos que lidar todo dia. Todo mundo tem problemas. Imagina ter 400 pessoas e lidar com todos os seus problemas, além de seus egos. Você tem os problemas e os egos e tudo mais que vem com isso. É um negócio difícil e não é todo mundo que aguentaria se envolver no esporte e manter tudo junto. Todo cara acha vale 300 milhões de dólares, todos acham que são o melhor e que devem ser postos para lutar antes, todos acham que devem ser o próximo a ganhar uma chance pelo título. Há uma lista muito longa que a gente tenta coordenar para 400 atletas e fazer shows no mundo inteiro.

Sobre o que realmente acontece por trás dos panos no UFC:

Isso é totalmente verdade. Se isso acontece no futebol, que é o maior esporte do mundo, aqui vocês sabem de 1% (risos). Vocês me veem sempre e sabem que eu amo isso e que eu não queria fazer nada além disso, mas quando as pessoas me veem, elas falam que eu tenho o emprego dos sonhos (risos). Calma, cara. É um trabalho. Não é tão glamoroso quanto parece.

Sobre o potencial do Brasil no MMA:

O Brasil é uma mina de ouro de talentos. A chave para o esporte é ter muito talento. Quando você fala de marketing, o Brasil é grande, a economia está indo bem, todos os grandes eventos esportivo estão indo para lá e você tem uma mina de ouro de talento. Os melhores caras do mundo são de lá. Não os melhores em suas categorias, mas peso por peso, são os melhores do mundo. Há uma lista extensa vindo de lá.

Sobre a falta de estrutura das academias no Brasil:

O quanto mais rápido crescer a popularidade do esporte no Brasil, mais fácil vai ficar. Olha quantos caras deixaram o Brasil nos últimos 20 anos para viajar para outros lugares no mundo para ensinar Jiu-Jitsu, abrir escolas e fazer todas essas coisas. O lugar onde isso tudo começou do Brazilian Jiu-Jitsu e do MMA é lá e agora estão todos voltando para o Brasil. Você vai começar a ver essas academias, sejam elas para treinar lutadores, pessoas como vocês que querem ficar em forma e se sentir bem ou até academias para manter as crianças fora das ruas. Você vai ver isso em todo lugar nos próximos cinco anos. Vai ser uma loucura.

Marque as minhas palavras: vai ser enorme. Em todo lugar que você for, toda vez que a gente vai lá e fala que vai ter um evento tem uma explosão. As escolar começam a surgir e a realidade é que essa é a nova arte marcial. Quantas pessoas realmente podem jogar futebol no Brasil? Quantas crianças chegam a times e viram jogadores profissionais? Não muitos, certo? Mas vão ser muitas as crianças que vão entrar nas artes marciais e fazer dinheiro. É uma das coisas que estamos falando sobre. Fizemos uma grande luta ontem com um dos nossos caras e todo mundo quer apontar para onde o dinheiro vai. No sábado, tem caras que só lutam uma vez por ano e você vê toda essa bolha de mídia em cima deles para ver um lutando contra o outro. A gente está fazendo uns 40 eventos por ano e o dinheiro se espalhou. Estamos fazendo 14 pay-per-views por ano.
 
 
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